Observando

Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas.
(Chaplin)

Desejo dar aquelas voltas em rumos distintos daquele amor que sempre sonhei.
Naquelas montanhas áridas cujo lobos selvagens morrem de sede e frio por não terem nem a vegetação para lhe protegerem ,eu sobrevivo !

Onde inúmeras pessoas ficaram loucas de solidão com linguagens que são meras palavras sem articulação ,destinados a viver sozinhos no mundo da solidão.
Desejo um mundo de homens e mulheres felizes ,como que qualquer criança comum
desejaria.

Mais quem foi que disse que eu sou comum ?

Dizer as mais belas mentiras num simples pedaço de papel rasgado e jogá-las ao vento para que possa ter assim um destino incerto a procura de um ser maior...
Não ,eu não sou comum !

Tenhamos novos oceanos que apaguem o passado cruel da humanidade que assim escolheu o seu próprio destino. Oceanos que criem novas formações geográficas ,novos continentes.

Minha fé é no imprevisível modo de viver do ser humano ,que apesar do sistema cruel da região vai a luta nem que para isso seja necessário matar o próximo...

Mas quem sou eu para falar do pobre ser ?

Eu sou a natureza !
.

Não...Nunca!


A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.
(Bob Marley)


Fogo?...Talves.
Paixão?... não sei
Amor?...nunca.
Pensamentos diferentes, alucinantes,
impolgantes que confundem.
Delirios e suspiros envolventes, atraentes
bem marcados num compaço de cores,
sabores e rumores de não pode ser.
Florido, colorido, vivido, doido,
sentido talvez.
É impossivel acontecer, permanecer,
sobreviver denovo?
Eu prefiro assim.
Não me encanto!
Não me engano!
Não sinto!
Não amo.

Descaminho


De longe te hei de amar, da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância.

Não se morre de amor – não, de repente:
morre-se por amor – e de mansinho...
Vai-se morrendo tão devagarinho,
que ninguém o percebe – nem a gente.
Anda-se a esmo, num olhar sozinho,
como se o tempo, em vez de ser presente,
fosse apenas um vácuo absorvente:
um aborto de vida, um descaminho.
As cores vão ficando desbotadas;
as notas das canções, desafinadas;
o sentir-se no ser tão imperfeito,
que o coração vai-se perdendo d’alma,
e nem mais dói – porém não mais se acalma,
porque também não tem lugar no peito.
E nem na alma

Doce beijo amargo

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita
((Drummond))

Foste com um beijo doce que me conquistou
Ou talvez o pior...
O pior dos meus medos
Aquele de me perder em seus lábios
De não saber a hora de parar
Sem saber se novamente irei te encontrar.

Beijo extremo ,meu doce prêmio
Meu castigo ,minha prisão.

Sinto o alivio daquele doce beijo explicito
De uma noite sem função
Daquela noite sem razão.

Noite que de todos os rumores te levaram
Que todas as coisas que me restaram simplesmente ardem
E no crepitar te escuto
Beijo divino e delirante
De um amor redundante.

Um amor que me deixou
Um amor que nem se quer existiu.

Porque não me deixaste adormecido ?
Por que desceste ao meu porão...
Quando que tenho por direito a vida ?
Quando que discretamente eu estava bem...
Morto de frio.

Quem me dará a idéia de conceber a saudade no sentido tático...
Me confortando de que novamente não irei mais amar ?

.

Solidão.

É na solidão que os grandes sábios adquirem seu maior conhecimento interior….

A solidão nada mas é que ficar parado no tempo…
Os dias se passam, e ficamos ali fincados no chão,
Sem coragem, sem força pra fazer diferente,
Para tirar da mente, do coração todo sentimento negativo,
Vazio que nos leva a lugar nenhum.
A pior solidão ainda que possa existir
É quando você tem alguém do seu lado e se sente só,
É como se a pessoa só fizesse presença de corpo.
Pois essa mesma pessoa não te olha nos olhos, não te faz um carinho,
Não se interessa por seus problemas.
E os dias vão passando e as oportunidades de se ver livre dessa situação diminuem
Pois você já se sente frágil te deixando presa na solidão.
Se você se sente só é porque construiu muros em vez de pontes.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.