Calabouço

Terça-feira, Novembro 03, 2009 / Postado por Aldemir Supremo /


Não retire da minha cabeça a inspiração que me resta
Do pouco que você ainda não levou sobrou isso
E me agarrarei a essas minhas palavras como meta
Da parte que se entende do meu serviço

Do calabouço da cabeça ergue-se a mente
Um labirinto hermeticamente lacrado
Por pensamentos que despertam solenemente
A besta acorrentada, o animal encurralado

Da palavra que escrevo ainda resta a sanidade
De letras compostas com sentido abstrato
O poema que se descreve em pura vaidade
Com alegorias que não compõem o contrato

Fico então parado me esvaindo de sentimentos
Cogitando o que nunca pude pensar em ter
E de você, então só resta um lamento
Como aqueles que já nem se sabe porque.

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4 comentários:

Comment by Aimée Souto... on 3 de Novembro de 2009 22:50

sempre que tenho tempo, passo por aqui e leio o que vocês escrevem.
coisas maravilhosas, sempre.
adoro, mesmo que quase nunca comente.
continuem escrevendo.
se cada pessoa escreversse o que vem da alma, da essência e do coração, faríamos do mundo um lugar melhor!
um beijo.

Comment by Sonia Schmorantz on 5 de Novembro de 2009 04:05

É maravilhoso este post, que ninguem nunca tire de você estes sentimentos, esta inspiração...
um abraço

Comment by Aldemir Supremo on 6 de Novembro de 2009 23:22

Muito obrigado pelos comentarios esperem q voltem e comentem em outros posts porque escrevemos tudo com muito carinho pra vcs xD obrigado!

Comment by Will on 9 de Novembro de 2009 19:36

Acabo de descobrir esse blog e simplesmente adorei os poemas que aqui li. Gostei especialmente do "No ritmo das areias do deserto". Meus parabéns, já sou seguidor!
Abraço!

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